Le Pavillon Elysée Lenôtre Paris (Parte 1) – O Restaurante

O RESTAURANTE - Contemporâneo & Gourmet.

O Pavillon Elysée é um lugar de puro culto à gastronomia. Foi perfeitamente dividido em restaurante, salão de chá e escola, por isso, esta postagem será dividida em parte 1, parte 2 e parte 3; a primeira é sobre o Restaurante, a segunda sobre a Escola para Amadores e a terceira sobre o Salão de Chá.

Le Pavillon Elysée Lenôtre

Com uma localização privilegiada, na avenida mais bonita do mundo e estrategicamente localizado perto do Museu do Grand Palais, Avenue Montaigne e Jardin des Tuileries é passagem obrigatória aos amantes da gastronomia.

O RESTAURANTE - Contemporâneo & Gourmet.

O restaurante reúne as mais recentes criações dos Chef’s da Lenôtre e a carta de vinhos para acompanhar os pratos foi feita por ninguém menos que Olivier Poussier, o melhor Sommelier do Mundo

Fiz várias visitas ao Pavillon quando morava em Paris, mas esta noite foi especial; meu marido Ariel Lettieri, que já havia trabalhado na Lenôtre Paris em Marbella-Espanha como de Chef de Pâtisserie e na época estava trabalhando na Lenôtre Paris de Plaisir (onde é feito toda a produção da Lenôtre em Paris), tem como melhor amigo o sous-chef da casa: Dominique Dubray. Dominique fez questão de preparar um menu degustação especial e um super “tour” pela cozinha

Camarão com massa folhada e Ratatouille, pesto de manjericão e guarnição de tomate cherry.

 

Le Pavillon Elysée Lenôtre Paris 2

Peixe Grelhado com alcachofra e cenoura caramelizadas salpicados com Paprica.

 

Le Pavillon Elysée Lenôtre Paris 3

Carré de Carneiro com berinjela desidratada, batatas e molho Demi-glace.

 

Trio de Pâtisserie.

Trio de Pâtisserie.

 

Morangos macerados e sorbet de Limão.

Morangos macerados e sorbet de Limão.

 

Mil Folhas de Baunilha.

Mil Folhas de Baunilha.

 

Tartellete: Base de Macaron de Baunilha com creme de Limão e Framboesa Frescas.

Tartellete com Base de Macaron de Baunilha, creme de Limão e Framboesa Frescas.

 

Cozinha pequena, porem eficaz.

A cozinha é bem pequena, porem muito eficaz.

Resumindo, a noite foi memorável, ainda mais por poder conhecer a cozinha e ter uma menu preparado especialmente para nós (fatos importantes para amantes de gastronomia como eu e meu marido). Ir à Paris e não ter esta experiencia é praticamente inaceitável!

 
Le Pavillon Elysée Lenôtre
10 Avenue des Champs Elysées
75008 Paris
Telefone: 33 (0) 1 4265 8510

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO
A postagem reflete somente a opinião dos autores do blog conforme a experiência no restaurante ou estabelecimento. Todas as dicas deste blog seguem um critério pessoal.

Para a avaliação são usados nossos conhecimentos e experiências vividas, tanto no Brasil e Argentina como nos anos morados na Europa (França, Inglaterra e Espanha) e os mais de 15 países visitados ao longo do tempo. Nossas avaliações também refletem nossa experiencia de anos trabalhando em restaurantes, hotéis e confeitarias de todo o mundo.

  

Fava de Baunilha

A baunilha (Vanilla planifolia) é uma pequena vagem da orquídea, originária do México. Os Astecas a utilizavam para aromatizar o chocolate. Depois do descobrimentos da América foi trazida à Espanha pelos colonizador Fernão Cortés, assim como o chocolate. É usada na aromatização de sorvetes, chocolates, bebidas e produtos de confeitaria, além de ser utilizada também em perfumaria e planta medicinal. Ela é considerada um aromatizante por interferir de forma benéfica no sabor final da preparação, além de ajudar na preservação dos alimentos.

Hoje o México não ocupa mais o posição de maior produtor e poucas famílias ainda vivem exclusivamente do cultivo da Baunilha. No momento Madagascar é responsável por 90% da produção mundial, que é calculada em 1200 toneladas por ano.

Fava de Baunilha 1

A PLANTA

A Baunilha somente é cultivada pelo valor dos seus frutos, pois suas flores não tem beleza comercial. Ela é uma planta trepadeira, com caules cilíndricos, de 2 centímetros de espessura e coloração verde. Podem atingir 1,5 – 2,0 metros de altura. Devido ao seu tipo de crescimento, todas as especies precisam de um suporte onde o caule possa se prender. Quando elevadas, deixam seus ramos pendentes e assim florescem. O fruto ou vagem é alongado medindo entre 20 – 25 centímetros de comprimento e 3 de espessura.

Para um bom desenvolvimento, ela precisa ser plantada em ambiente meio sombrio, onde a luz solar direta deve penetrar na proporção ideal de 50%. Para atender essa proporção, o plantio é feito dentro de bosques, capoeiras rareadas, sob plantas cultivadas especialmente para este fim ou dentro de ripado. São plantas que precisam de luminosidade moderada, umidade constante e frequentes doses de fertilizantes.

É do interior da fava que saem os minúsculos grãos que exalam um perfume doce e delicado da autentica Baunilha. A substância química que dá o aroma da baunilha é a Vanilina. Para obter a Vanilina as vagens de Baunilha precisam passar por um processo bastante longo. Primeiro devem amadurecer durante muitos meses antes de serem colhidas. O processo propriamente dito envolve muitas manipulações: Calor inicial, secagem ao sol, ser curada na sombra, seleção e empacotamento.

Baunilhas ao sol

ESPÉCIES (Por nomes Comerciais)

Bourbon: é a baunilha da espécie V. Planifolia cultivada nos arredores do Oceano Índico (Reunião, Madagascar, Comores).

Mexicana (Mexican vanilla): feita com as unidades nativas da V. Planifolia, é produzida em quantidade bastante limitada e tem o apelo de ser a baunilha original.

Taitiana (Tahitian): é o nome da baunilha produzida na Polinésia Francesa, análises genéticas mostram que esta espécie V. Tahitiensis é um possível cruzamento de V. Planifolia e V. Odorata.

West Indian: é o nome dado as baunilhas da espécie V. Pompona cultivadas no Caribe, Américas Central e do Sul.

UTILIZAÇÃO

Para o preparo de receitas, a baunilha deve ser utilizada deitando-se a fava sobre uma superfície plana e dividindo-a ao meio, no sentido longitudinal. De seu interior saem minúsculas sementes, que são adicionados à receita. A casca, que também tem sabor, pode ser utilizada em infusões, como no leite que será utilizado na confecção de um creme, ou no açúcar.

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Pierre Hermè - Infiniment Vanille

Pierre Hermè – Infiniment Vanille

COMO COMPRAR

Escolha as favas com aspecto flexível e brilhantes, “gordas” ou com bastante “polpa”, de preferência embaladas a vácuo.

CURIOSIDADES

Na área medicinal, a baunilha tem propriedades excitantes. Estudos indicam que a baunilha vem tendo sucesso no favorecimento da digestão. Também é considerada afrodisíaca, anti-séptica e estimulante natural.

SAIBA MAIS

Vídeo de Produtores de Baunilha no México. – Em espanhol.

Viaje al centro de la vainilla: La siembra (parte 1)

Viaje al centro de la vainilla: El beneficiado (parte 2)

Viaje al centro de la vainilla: La clasificación y la extracción (parte 3)

Viaje al centro de la vainilla: El precio (parte 4)

Viaje al centro de la vainilla:La producción (parte 5)

Viaje al centro de la vainilla:¿Natural o artificial? (parte 6)


Viaje al centro de la vainilla:
Los usos (parte 7)

RECEITA

Extrato de Baunilha Natural

Tempo de Preparo

10 minutos

Rendimento

250 ml

Custo

Médio

2 Favas de Baunilha
1 xícara de Vodca
1 Pote pequeno de vidro esterilizado.

Abra as favas de baunilha pela metade para deixar as sementes expostas, coloque no pote de vidro já esterilizado e acrescente a vodca. Agite bem e deixe o pote em local fresco e escuro. Deixe o extrato “madurar” por pelo menos de 2 meses antes de utilizar. Lembre-se de agitar o pote de vez em quando.

  

Instituto de Artes Culinárias Mausi Sebess

Mausi Sebess

www.mausiweb.com

Recebo muitos e-mails com perguntas sobre como foi minha experiência no Instituto de Artes Culinárias Mausi Sebess, por isso resolvi criar este artigo com as dúvidas mais frequentes e contando um pouco sobre minha história por lá.

Como é a qualidade dos cursos, formação dos professores, ritmo das aulas, conteúdo ministrado – em suma, vale mesmo a pena o sacrifício e o preço?

Pergunta enviada por Juliana Karla de Pernambuco, Recife.

A qualidade da Mausi Sebess é impecável. Em 2008 a Mausi tinha ótimos professores, com muita experiência e até prêmios Europeus, hoje em dia a maioria dos professores são formados pela própria escola. Sempre aconselho que antes de pagar os cursos é melhor perguntar pela formação dos professores. Melhor tirar as dúvidas antes e não se decepcionar.

O ritmo das aulas depende muito do curso que você vai fazer. No meu caso, fiz o curso de Artes Culinárias em um ano e foi bem corrido, eu aproveitava o pouco tempo livre que tinha para fazer cursos extras como o Buffet Froid e Cozinha Light. Eu não aconselho fazer Artes Culinárias em 6 meses por exemplo, é muito corrido, passam em alguns pontos rapidamente e é muito conteúdo para assimilar em pouco tempo, ainda mais se você está começando.

Se vale a pena ou não, vai depender muito do aluno, a Mausi vai te dar a base que você precisa para começar e para criar suas próprias receitas. Mas se você já tem experiência na área aconselho fazer cursos curtos, específicos na área que você se dedica. E é como sempre digo: a escola quem faz é o aluno, se você se dedicar ao máximo, com certeza vai valer a pena!

Quando se faz somente a parte prática a qualidade das aulas são iguais? Qual a sua opinião a respeito.

Pergunta enviada por Jeanne Miranda.

Bom, pelo que eu entendi da sua pergunta você não quer fazer a parte de Higiene, Nutrição, Enologia e Administração. Se for esse o caso, só é aconselhável não fazer, se você já teve essas matérias em algum outro curso. A parte prática do curso também tem a parte teórica, a parte teórica é a prática escrita. O curso prático absorve uma grande quantidade de tempo e dedicação. As provas são bem difíceis e vão aumentando o numero de perguntas conforme o curso vai andando e o que é pior, são acumulativas e se exige muito nas respostas, como por exemplo, nome da técnica, receita com pesos e medidas, tempo de cocção e muito mais. No final do curso você praticamente decorou todo o livro da Mausi.

Encontrei no site do instituto, informações sobre cursos à distância. Você os conhece? Se sim, me indicaria?

Pergunta enviada por Bruna Spaolonzi de São Paulo.

Quando fui conhecer a Mausi Sebess em 2007, fiz um curso intensivo de uma semana (Nível 1 de Cozinha Internacional), e na prova prática final tinha uma senhora que entrou na nossa sala para fazer a prova junto com grupo, ela havia feito esse mesmo curso que eu estava fazendo, porem à distancia. Pelo que eu vi, não valeu a pena. Talvez somente pelo titulo, mas de que serve o titulo sem o conhecimento?

Acho que eles são mais brandos com as notas de pessoas que fazem cursos a distância. Sabem que essas pessoas não aprendem muito só de olhar vídeos e praticar em casa! No meu ponto de vista, não vale a pena! Ainda mais porque comprei esses vídeos para reforçar meus estudos para as provas e não acredito que eles possam substituir aulas presenciais.

Encontrei outros cursos em Buenos Aires, que oferecem cursos intensivos bem mais em conta que a Mausi Sebess, como o Instituto Argentino de Gastronomia, Gato Dumas e Instituto Mariano Moreno… O que você acha?

Pergunta enviada por Juliana Karla de Recife, Pernambuco.

Bom, é muito complicado dar esta informação, primeiramente porque não conheço o espaço físico destas escolas, nem os professores e tão pouco algum colega que já tenha estudado por lá. O que posso te dizer é que já comparei fotos dos produtos feitos nas aulas da Mausi Sebess e dessas outras escolas, e a diferença é gritante. A Mausi além de pioneira tem suas bases nas melhores escolas Francesas e isso é o que mais diferencia ela das outras escolas sitadas.

Outro ponto a favor da Mausi Sebess é que se você vai competir uma vaga de trabalho com alguém e esse alguém estudou na Mausi e você em outra escola, você provavelmente vai perder essa vaga. A credibilidade dela é muito reconhecida, tanto na Argentina e Brasil como fora da America Latina. Agora, é o que eu sempre respondo, a questão é você ir e conhecer as escolas, perguntar sobre os professores, ver as cozinhas e instalações e fazer suas comparações e conclusões.

Na Mausi Sebess, durante o curso, existe algum estágio em hotel, restaurante ou empresa de catering?

Maria Lina Fernandes de Lisboa, Portugal.

Depende sempre do curso que você vai fazer e da duração do curso. Não aconselho fazer estágios nos cursos com duração de seis meses ou de um ano. Se você estiver disponível, aconselho fazer estágios após o curso ou se você fizer o curso com dois anos de duração. Mas sim, a Mausi oferece estágios durante e após os cursos.

Gostaria de saber se o curso é voltado apenas para profissionais ou pode ser cursado por amadores?

Pergunta enviada por Andrey Mazer de Curitiba, Paraná.

Mais uma vez vai depende do curso que você escolher. O curso de Artes Culinárias é voltado para pessoas sem conhecimento prévio. Começa do básico e vai avançando com os níveis. Também existem cursos voltados para amadores que não querem se dedicar profissionalmente à cozinha.

Tem como trabalhar no decorrer do curso?

Pergunta enviada por Carolina Medeiros.

Sempre depende do curso que você vai fazer e da duração. Não aconselho trabalhar nos cursos com duração de seis meses ou de um ano. A melhor opção no caso de trabalhar é ter a documentação correta. Para as pessoas que desejam trabalhar aconselho fazer os documentos com a empresa Vive em Buenos Aires que esta situada no Brasil e na Argentina e faz as documentações de estudantes brasileiros que querem viver na argentina. Realmente simplifica a vida, eles te buscam, te levam ao local para fazer os documento e depois te deixam em casa.

Você fez algum curso de espanhol?

Pergunta enviada por Jeanne Miranda.

Eu acho desnecessário fazer curso de espanhol. Existem tantos brasileiros na Mausi que já é praticamente a segunda língua falada por lá. Eu levei menos de um mês para entender tudo, e quando cheguei, não sabia nem falar ¿Hola que Tal? Felizmente, falar e escrever é a única maneira de aprender realmente e isso não vai faltar.

Os preços de alimentação são muito altos?

Pergunta enviada por Bruna Spaolonzi de São Paulo.

É melhor calcular o mesmo preço que você gasta no Brasil. Quando você faz a conversão dos preços acaba dando os mesmos preços do Brasil. Algumas coisas vão ser mais baratas e outras mais caras, mas não existe uma diferença muito grande.

Gostaria de conhecer um pouco mais sobre a sua experiência na escola e na cidade.

Pergunta enviada por Carolina Holway.

Se você estudou, está estudando ou conhece alguém que estudou lá sabe como é difícil estudar para tantas provas e exames práticos. Não existe uma semana sem prova, e todas as matérias são acumulativas, ou seja, cada vez a coisa fica pior! A prova final consiste em 50 perguntas, e todas são escritas, as respostas devem ser completas para terem pontuação total, e são realmente difíceis. A experiência na escola é Fantástica. Muitas culturas e pessoas interessantes e amizades que duram para sempre. As aulas são bem puxadas, exigem muito, mas os professores são bem amigáveis e sempre disponíveis. A cidade é ENCANTADORA. Sou apaixonada por Buenos Aires e Vicente Lopez não deixa a desejar.

DÚVIDAS GERAIS

Hospedagem em Buenos Aires e Vicente Lopez.

A Mausi Sebess está situada na Província de Vicente Lopez, uma das Províncias mais seguras da capital Argentina. Particularmente eu preferi viver em Vicente Lopez não somente pela segurança como também pela cercania com a escola. Alem de não precisar pegar ônibus todo dia para ir e voltar para casa.

Em questão de preços comparados com a capital federal não tem muita diferença, o imóvel em toda Buenos Aires está sobre valorizado, pense que você vai ter que alugar tudo em Dólares, nada é cobrado em pesos.

Vicente Lopez também esta muito perto do centro de Buenos Aires. Pegando o ônibus 152 (que passa em frente a Mausi) você sai da Av Maipú e logo quando ela vira Av Cabildo você já saiu da Província, logo a mesma Avenida se torna a Av Santá fé e assim por diante, você pode recorrer toda Buenos Aires até o bairro La Boca (onde fica o Caminito) sem sair do ônibus.

Em 2008 quando eu estudava na Mausi, aluguei um apartamento que poderia entrar até 4 pessoas facilmente, era um duplex mobilhado, com um quarto com duas camas, um banheiro com banheira, uma cozinha americana super equipada com lavanderia integrada, uma sala de jantar e uma sala de Tv com um sofá cama, a parte de cima do apartamento era um espaço aberto para churrasco com vista para o Rio de La Plata. Na época eu pagava 900 Dólares por mês com tudo incluído (menos internet e telefone). É caro pagar 900 Dólares todo mês. Mas como minha intenção ao principio era dividir o apartamento com alguém, pensei que não seria tão puxado. No final das contas, morar sozinha foi a melhor opção, dá para estudar mais e se distrair menos.

MELHORES BAIRROS

Olivos: Fica depois da Mausi, entrando mais adentro das Províncias, o bairro se inicia com a Quinta de Olivos, residência presidencial. De 20 a 30 minutos de ônibus saindo da Mausi Sebess.

Florida: Fica entre Mausi e Olivos, pertence a Vicente Lopez. Bairro tranqüilo e Familiar, com muitas casas. De 10 a 15 minutos da Mausi Sebess.

Belgrano: Já foi um dos bairros mais famosos de Buenos Aires e hoje em dia é um bairro com muitos comércios e belas residências. É relativamente tranqüilo, dependendo do local do apartamento ou casa. Fica em torno de 30 minutos de ônibus da Mausi Sebess.

Las Cañitas: Considerado um bairro Gourmet é um dos bairros mais tranquilos e aconchegantes de Buenos Aires. Porém um pouco caro. À 40 minutos da Mausi Sebess.

Palerno Soho ou Palermo Hollywood: Bairros considerados “noturnos”, porem uma das regiões mais “Chick’s” de Buenos Aires. Relativamente longe da Mausi, mais ou menos 1 hora de ônibus.

ANEXOS

Fiz esses resumos no decorrer dos cursos para estudar para as provas. Eles estão separados por Confeitaria Internacional e Cozinha Internacional.

Resumo – Pateleria Internacional I II III

Resumo – Cocina Internacional Nivel I II III

Imobiliária em Vicente Lopez (onde aluguei meu apartamento)
H. JASIN Propriedades
José Marmol 1506 esq. Maipú 550
Vicente Lopez – Buenos Aires
4791-6000

O Melhor Taxista (Carlos Cueto).
Desdo Brasil: + (54) 9 15 3448 8025
Desda Argentina: 11 15 3448 8025

Ainda tem dúvidas? Precisa de alguma dica? Pode perguntar! =)

 

  

Trufas

Diamantes da Gastronomia

O QUE SÃO TRUFAS?

Trufa é o nome vulgar dos membros de Tuber, um gênero de fungos subterrâneos da família Tuberaceae. Têm sabor e aroma agradáveis, sendo consumidas pelo homem há mais de três mil anos. Somente na Europa são conhecidas mais de 21 espécies de trufas, porém, poucas têm valor culinário para o mercado. As Trufas possuem aspecto de mármore negro e bege. Sua colheita já foi tarefa dos porcos, mas atualmente é mais comum procurá-las com cachorros adestrados. A trufa cresce sob a terra, a uma profundidade de 5 a 40 centímetros, próximo à raiz de carvalhos e castanheiras onde pratica simbiose ou proto cooperação.

Passam a vida inteira no subsolo e para se reproduzirem necessitam ser comidas por um animal, geralmente mamíferos, que são atraídos pelo seu forte aroma. As trufas são silvestres e até hoje não se descobriu uma forma de cultivá-las. As melhores trufas brancas vêm de Alba, pequena cidade italiana entre Turim e Milão. Já as trufas negras tradicionais são de origem francesa, da região de Périgord.

Trufas 1O tartufaio, especialista em túberas, é quem remexe a terra e retira a trufa do solo sem quebrá-la ou ferir a superfície. Ela só terá valor se as suas características originais forem completamente preservadas.

POR QUE SÃO TÃO CARAS?

O aroma intenso dá um sabor único aos pratos que a utilizam como ingrediente. A trufa de inverno negro do tamanho de uma nozes, é capaz de inundar uma sala inteira com seu aroma. As trufas são conhecidas e apreciadas desde os tempos antigos. Os egípcios e os romanos a usavam em sua cozinha, mas eram consumidos principalmente por suas qualidades afrodisíacas.

O maior motivo do seu preço se deve a sua escassez. Estima-se que a demanda é 10 vezes maior que a sua oferta. O mundo de “produção de trufas” é insuficiente para satisfazer as exigências do mercado, fazendo o preço subir as alturas. Em 8 de novembro de 2009 uma trufa branca de 750 gramas foi leiloada por 100 mil euros na Itália.

CONDIÇÕES NATURAIS

Altitude: A melhor altitude para a trufa é entre os 700 à 1400 metros acima do nível do mar.

Clima: A trufa necessita de uma pluviometria de 500 a 900mm, com umidade suficiente na primavera, para que se desenvolva o micélio e para que durante o verão a trufa “engorde”. O excesso de umidade do outono ou do inverno pode alterar o sabor da trufa, porque a trufa não chegaria a madurar se. O clima ideal é em meses quentes de 20 º C de temperatura média e em meses de frio de 2 º C.

Solo: O solo deve ser bem drenado, mas não excessivamente seco. A trufa prefere solos calcários, argilosos, rasos e inclinados. Deve ter um pH neutro ou básico, sem ser muito desequilibrado em nutrientes, com uma percentagem ideal de matéria orgânica de 3% e um C/N próximo de 10. O solo deve ser rico em nitrogênio e fósforo. Não é comum escolher solos ácidos, salinos ou saturados de água.

 

A TRUFA BRANCA

As trufas brancas são muito apreciadas por chefes de cozinha devido ao seu inigualável aroma. As trufas de Alba, por serem as melhores, podem custar até 6 mil dólares o quilo. As que exibem uma sutil coloração rosada são consideradas melhores, de aroma mais marcante. A trufa branca exige um cortador específico, com lâminas ultrafinas, pois quanto mais fina for cortada, mais sabor vai liberar. A espessura ideal é a de uma folha de papel.

A trufa branca é uma raridade, e como tal ela se comporta no cozinha. Seu sabor não é pronunciado, porém seu aroma é um noventa por cento. Tal é a intensidade do seu perfume que invade qualquer outro produto que esteja ao seu alcance, impondo a sua presença. O cheiro do fungo é reforçado quando entra em contato com substâncias o cremosas mornas ou quentes. E para conservar seu sabor é melhor consumi la o mais crua possível.

Tuber Magnatum Pico

“Diamante Branco” ou a “Jóia Culinária”. Estes são alguns dos apelidos da Trufa mais apreciada de todas, a Tuber Magnatum Pico ou Trufa Branca. Essa trufa é proveniente da região italiana do Piemonte. A trufa de Alba assume cores diferentes, determinadas pela planta com que faz simbiose: do branco ao cinza ou marrom , dependendo se é de carvalho ou salgueiro.

Tuber Magnatum Pico

Período de colheita: a partir do verão até início do inverno (de setembro a janeiro na Europa).

Local de crescimento: de 30 a 40 centímetros de profundidade, mas também pode ser encontrada a 1 m de profundidade. Ela cresce em simbiose com árvores como o carvalho e o pinheiro.

 

Tuber Albidum Pico

Seu aroma é muito intenso e forte, ligeiramente picante, com um certo sabor à alho.

Tuber Albidum Pico

Período de colheita: inicio em dezembro e segue até fim de abril

Local de crescimento: pode crescer em diversos terrenos, arenosos (como costas ou solos calcários) e argilosos. Também cresce em lugares com verão muito seco em simbiose com as árvores como o carvalho e o pinheiro.

A TRUFA NEGRA

O quilo custa em média 700 dólares e pode chegar a 1.200 dólares. Ao contrário das brancas, podem ser lavadas em água. A trufa negra já foi chamada de “Diamante Negro” ou “Pérola Negra” devido à sua raridade.

Tuber Melanosporum Vittadini

São grandes como uma laranja ou até maiores. Conservam seu sabor mesmo após o cozimento, porém a intensidade do seu aroma é pelo menos metade comparada com a Trufa branca.

Tuber Melanosporum Vittadini

Período de colheita: meados de novembro a março.

Local de crescimento: prefere calcários com alta porosidade, cresce em uma variável profundidade de 5 a 30 cm e faz simbiose com plantas como o carvalho.

Tuber Aestivum Vittadini

Aroma e sabor agradável, delicada fragrância de cogumelos frescos e geralmente muito fraca.

Tuber Aestivum Vittadini

Período de colheita: a partir de meados de Junho até final de outubro.

Local de crescimento: prefere solos calcários, mas também gosta bastante de solos argilosos. Formado a poucos centímetros de profundidade em simbiose com plantas como pinheiro de Alepo, pinheiro, carvalho e aveleiras.

Tuber Brumale Vittadini

Aroma e sabor bem agradável, embora não muito acentuado.

Tuber Brumale Vittadini

Período de colheita: a partir de meados de novembro até o final de março.

Local de crescimento: prefere solos calcários, permeável, com alta porosidade, crescem a uma profundidade variada de 5 à 30cm em simbiose com plantas como o pinheiro de Alepo, pinheiro, carvalho, aveleiras e Cerro.

Tuber Macrosporum Vittadini

O aroma e o sabor lembra muito uma trufa branca, apesar de se sentir um pouco de sabor a alho.

Tuber Macrosporum Vittadini

Período de colheita: de agosto a dezembro .

Local de crescimento: ela prefere argila e precisa de alguma umidade e sombra quando começa a amadurecer, cresce em simbiose com plantas como o carvalho, o Cerro e a carpa.

Tuber Brumale Moschatum

Tem aroma a musgo e sabor um pouco picante.

Tuber Brumale Moschatum

Período de colheita: de meados de novembro a final de março.

Local de crescimento: prefere solos calcários, permeável, com alta porosidade,cresce a uma profundidade variável de 5 à 30 cm e faz simbiose com plantas como o pinheiro de Alepo, pinheiro, carvalho e carpa.

Tuber Aestivum Uncinatum

Aroma e sabor agradável e muito intenso, a carne tem um sabor delicioso que lembra avelãs.

Tuber Aestivum Uncinatum

Período de colheita: finais de Setembro a fevereiro.

Local de crescimento: prefere ambientes sombreados, vive bem em pinhais em simbiose com plantas como pinho preto, carvalho, Cerro e aveleiras.

Tuber Mesentericum Vittadini

Tem aroma e sabor muito intenso, mas diminui quando passa muito tempo ao ar livre.

Tuber Mesentericum Vittadini

Período de colheita: de setembro a fevereiro.

Local de crescimento: prefere solos bem aerados, cresce em simbiose com plantas como o carvalho e o Cerro Pino.